O órgão informativo e formativo do C.E.A.F.I. (Centro de Estudos Astronómicos e Fenómenos Insólitos) a mais importante organização nacional vocacionada para o estudo de invulgaridades aeroespaciais foi, sem dúvida a revista do "Insótito", cujo primeiro número saiu no dia 1 de Junho de 1975, com uma tiragem significativa. (de 1975 até 1981)

Os pioneiros, é bom referi-los, tiveram a ousadia de, um ano depois da revolução do 25 de Abril de 74, abordarem temas tão inéditos, quantos os que, nas suas páginas, eram autênticas novidades jamais sonhadas.

Destinado a um público diverso e pouco esclarecido mormente em matérias tão pouco usuais, depressa conquistou o interesse de muitos.

Joaquim Fernandes era o seu diretor, tendo como coordenadores José Ocana Garrido e Manuel A. Barrote Dias. No que respeita à equipa redatorial, ela foi diversa ao longo da vida desta revista.

Naturalmente que ao longo da existência desta publicação periódica, muitos ficaram pelo caminho e outros, tomando os seus lugares, foram aperfeiçoando e melhorando o seu conteúdo e aperfeiçoamento gráfico.

Durante muitos anos foi considerada uma das melhores revistas da especialidade não só em Portugal mas também a nível internacional.

Terminou o seu percurso no número 41 de Janeiro/Fevereiro/Março de 1981.

Fica a memória e a saudade desses tempos apaixonados de imensos trabalhos gratuitos, mas tão gratificantes.

Informar, divulgar, pôr a descoberto um dos maiores mistérios da humanidade.

Para completar este breve "memorial" parece-nos vir a propósito um poema da saudosa amiga e colega "Fina da Armada", relativo aos que procuram descobrir os mistérios do nosso mundo e do cosmos.

 


 

Talvez não tenha sido tudo encontrado.
Talvez não tenha sido tudo descoberto.
Talvez não tenha sido tudo explicado,
Talvez nem tudo o que se disse esteja certo.

"A certeza do mistério é a incerteza"
Do fenómeno a dúvida é a verdade.
Na mente, no céu, na natureza
Há vazios para além da realidade.

Talvez não tenha sido tudo remexido,
Talvez não tenha sido tudo vasculhado.
Nas entranhas do que é desconhecido,
Talvez não tenha sido tudo revelado.

A chave estará longe, em nós, ou aqui bem perto,
Para um mundo que incomoda, ignoto, Encoberto.