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A EQUIPA DE CAMPO
RETROSPECTIVA
por José Sottomayor

 

A PUFOI, decidiu abrir a todos os visitantes desta página, alguns dos projectos passados, alguns deles com mais de vinte anos.
Por se achar que a todos deve ser mostrada a longa caminhada e as "fases" na pesquisa dos “não identificados”, do trabalho feito, dos ensaios, dos inquéritos, dos levantamentos no terreno, das inúmeras, palestras, conferências, mesas redondas mas sobretudo, da  reflexão, e do muito que foi necessário estudar, nas mais diversas áreas do conhecimento.
O dossier que iremos “abrir”, pertence a uma época, a uma estratégia julgada pertinente e a um conjunto de factores de ordem experimental.
Trata-se do projecto da equipa de campo do ex-CEAFI (Centro de Estudos Astronómicos e de Fenómenos Insólitos), à qual, alguns dos membros da PUFOI pertenciam.
Quando na presença de relatos, porventura fantasiosos ou exagerados, de testemunhos de observações de objectos insólitos no espaço aéreo do nosso país, tornou-se patente a necessidade de se criar uma equipa multidisciplinar que pudesse verificar o que realmente aconteceu. Assim, procurou-se constituir um grupo de investigadores que possuísse simultaneamente elevada experiência de gabinete e ao mesmo tempo os conhecimentos necessários e capacidade de intervenção no terreno.
Foi assim que nasceu em 1980 a ideia de formar essa equipa especial.
Depois de uma reflexão profunda sobre o assunto dos “não identificados” (ovni), concluiu-se ser necessário e oportuno observar, in-loco, o que de facto se estava a passar no terreno, bem longe das secretárias dos investigadores e dos montes de arquivos, inquéritos, mapas, fotos, filmes etc., relatando centenas de experiências alheias e até certo ponto, a maioria delas, muito duvidosas.
A estratégia de investigação que se utilizou, foi incidir a atenção nas zonas do nosso País onde os índices de observações desse tipo eram mais frequentes e importantes.
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 Locais de intervenção da   
 Equipa de Campo


      1 - Gardunha

      2 - Telhal

      3 - Odiáxere

      4 - Borralheira

      5 - Castelo de Paiva

Não foi tarefa fácil criar uma tal equipa. Era uma experiência inteiramente nova. Uma acção pioneira, nessa época, em Portugal (experiências idênticas haviam sido feitas no Reino Unido e no Brasil, entre 1976 e 1979). Eram requeridas aptidões especiais a todos os elementos desse grupo. Abria-se um horizonte novo recheado de situações para as quais se deveria ter uma acção, concertada, imediata e com um razoável suporte científico.
Novos conceitos tiveram que ser adoptados, assim como propostas diferentes de pesquisa tiveram, igualmente, de ser projectadas, ensaiadas e executadas. Avançou-se entre a realidade e a quase ficção; um mundo de experiências jamais imaginadas.
Conscientemente, todos os elementos da equipa sabiam que iriam enfrentar bastantes dificuldades. Ter-se-ia que “penetrar num território” extremamente controverso. Todos sabiam que iriam mover-se entre as fronteiras do racional e do irracional, entre o verdadeiro e o falso, o possível e o impossível, entre o real e o imaginário.
Contra alguns, e até contra a lógica, foi criada a equipa em Fevereiro de 1980.
Durante seis anos, a equipa de campo efectuou cerca de cinquenta deslocações, desde o Algarve até à Beira interior.
Um dos locais que, durante quatro anos consecutivos, funcionou como “base de ensaio” foi a Serra da Gardunha”.


Serra da Gardunha - Vista geral esquemática

Datas das  intervenções : -       1 -  1981       2 - 1982     3 - 1983 e 1984
                   

Não obstante todo esse enorme esforço, nada foi registado ou observado que pudesse constituir matéria de interesse, e de algum modo contribuir para um parcial esclarecimento do mistério.

O saldo final, porém, pode considerar-se positivo, na medida em que, todas as experiências ensaiadas na íntegra foram perfeitamente executadas. O pessoal esteve sempre à altura de encarar todo o tipo de situações. Todos os aparelhos foram testados e melhorados e sempre em excelente estado de operacionalidade.

Por outro lado obteve-se um excelente treino na acção de observação. Praticou-se e melhorou-se substancialmente os conhecimentos de astronomia, mas principalmente a grata oportunidade de contactar com centenas de pessoas dos mais diversos lugares do País, dos mais diversos estratos sociais, credos e culturas.

O levantamento de vastas áreas de território, num bom trabalho de antropologia.
Tudo acabou por fornecer material extremamente interessante à problemática dos “discos voadores”, e a toda uma outra vasta gama de mistérios.

Resta, neste momento, o conhecimento ímpar das gentes, dos lugares, e do que parece ser a verdade concreta do país real.
Hoje, quando recordamos aquela fase, sorrimos com nostalgia e comentamos:

 
"- Não vimos "ovnis" é certo, mas enriquecemos o nosso conhecimento sobre o ser humano.
Não teria sido, mesmo essa, a intenção de "alguém" que, porventura,  acompanha a nossa  evolução desde que caminhamos erectos ? Vale a pena meditar nisto!..."