MAIS DICAS 
(REGRAS DO OBSERVADOR)

 

Observações de tipo "Ovni" mais correntes
Veja a classificação geral segundo Hynek

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LN

EI-2

EI-3

Luzes Nocturnas

encontros Imediatos do 2º Grau

encontros Imediatos do 3º Grau

 Muitas observações, perfeitamente explicáveis, são confundidas com "Ovnis"
 por exemplo:

- Aeronaves civis e militares, especialmente durante o período nocturno. 
No período diurno são difíceis de confundir. Além disso o nosso país, tanto quanto sabemos, não costuma a ser o local de ensaio de protótipos de aeronaves cuja forma, fora do comum, pudesse  originar alguma confusão com "Ovnis".
No período nocturno será mais fácil a ocorrência de situações de dúvida. No entanto, a maioria esmagadora de certos efeitos luminosos são originados pelo ângulo de visão das vulgares luzes de presença e de aproximação dos aviões.


- Satélites artificiais. 

Luzes pontuais que descrevem trajectórias rectilíneas no firmamento.
Por vezes essa trajectória parece possuir alguma oscilação. Isso é devido às irregularidades da camada atmosférica que provocam um efeito oscilante aparente.  Nalguns casos parece que o satélite também projecta emissões de luz. Isso deve-se ao reflexo da luz solar nas partes espelhadas que recobrem o satélite.
Em muitos casos o observador assiste ao "apagamento" repentino do ponto luminoso que identifica o satélite antes de atingir o horizonte. Isso deve-se ao facto do satélite ter entrado na zona de sombra da Terra (como se exemplifica na gravura acima).

Por sua vez os satélites geo-estacionários são muito difíceis de identificar já que não passam de  pequenos pontos fixos raramente visíveis.

- Estrelas e planetas muito brilhantes. 
Luzes pontuais, aparentemente fixas e  mais ou menos proeminentes. O seu movimento só é percebido ao fim de uns minutos de observação e deve-se ao movimento da Terra.

- Queda de meteoritos.
- Passagem de meteoros (sem rota de colisão).
Um meteorito é uma massa de origem natural, rochosa, metálica ou de gelo cometário (material aquífero, muito poroso, principalmente metano, amónia e água). No seu núcleo, partículas de ferro, níquel, cálcio, magnésio, silício, sódio e outros elementos).
Associada à "exploração do espacial" pelo homem, surgem, também, agora os meteoritos artificiais ou “lixo espacial”, produto de inúmeros fragmentos de satélites e outros corpos. Em qualquer dos casos, o comportamento destes objectos em rota de colisão com o solo do nosso planeta é semelhante aos meteoritos naturais.
Para que o termo meteorito seja aplicado, estes objectos terão de sobreviver no seu percurso através da atmosfera e que caiam no solo ou que se desintegrem perto deste. A queda é frequentemente acompanhada por chispas de luz, por silvos ou sons explosivos, mais ou menos profundos. Acontecem, por vezes, pequenas ou grandes vibrações e até tremores no solo e nos edifícios. O relato destes efeitos normalmente é empolado pelos eventuais observadores pouco habituados a tais eventos. 
A maioria dos meteoritos são encontrados no solo ou enterrados a pequenas profundidades. Alguns, muito raros, produzem crateras de impacto cujas dimensões poderão atingir proporções gigantescas. Outros explodem ou desintegram-se antes de atingir o solo.  (ver 
"Caso de Amares"    "Tunguska")
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O rasto deixado por estes corpos  deve-se à onda de choque que acontece durante o seu percurso pela atmosfera. O calor provocado por esta onda e a deslocação do ar provoca a sua desagregação e a libertação de energia em forma de luz e calor.

 e do quadrado da sua velocidade. O brilho também depende da densidade do ar e naturalmente da sua natureza. Os de origem cometária, são extremamente porosos e frágeis; estes se forem de pequenas dimensões, ao serem fraccionados durante o seu percurso através da atmosfera, desaparecem com um aumento súbito de brilho, explodem perto do solo e raramente colidem com o terreno. O número de meteoritos que anualmente cai na Terra e cujo peso é superior ás 100gr., é de cerca de 3 0.000. Destes cerca de 100, pesam 10kg. ou mais. Uma percentagem mínima ( cerca de 1% ) pesará mais de 100kg.. Com o peso inferior a 100gr., caiem milhões deles. De todos, cerca de 75% cai no mar.

-
Fenómenos de ionização (perto de jazidas minerais, cabos eléctricos de alta  voltagem em dias de temporal/humidade etc.).

São fenómenos circunscritos, de reduzida dimensão, efémeros, inconsistentes e facilmente identificáveis.

- Fenómenos eléctricos vários (trovoadas e efeitos colaterais).
São fenómenos bem conhecidos (e com alguma afinidade com as trovoadas) que somente em condições muito especiais poderão ser confundidos. 

Raramente poderão produzir efeitos estranhos como por exemplo, raios bola ou globulares, mas mesmo assim fenómenos perfeitamente identificados e naturais apesar da ciência ainda não os explicar cabalmente

- Balões sonda (meteorológicos), publicitários e congéneres.

Este tipo de artefacto confunde muitas vezes o observador menos perspicaz ou atento
Os balões sonda ou meteorológicos, constituídos por material bastante leve e elástico, têm uma forma arredondada e o seu diâmetro raramente atinge os três metros. Após cheio de hélio, é lançado na atmosfera e movem-se ao sabor das correntes de ar. As suas cores são claras (branco, creme etc.) e reflectem naturalmente a luz solar. Pendurada ao balão, alguns metros abaixo, existe uma pequena caixa onde se encontra o transmissor de dados. Essa caixa ao mover-se aleatoriamente, “lança” reflexos solares em todas as direcções.
Os balões estratosféricos, são de grandes dimensões, podendo atingir algumas dezenas de metros de envergadura. Este tipo de aparelho, raramente é utilizado, sobretudo no nosso País.
Na generalidade, são objectos facilmente identificáveis.

- Bandos de aves ou insectos (formação compacta/ luminosidade reflexa).
Bandos de aves ou nuvens de insectos (ou uma ave solitária de envergadura média: gaivota p.ex.), podem reflectir, durante a noite, a luz envolvente de um aglomerado populacional (aldeia, vila ou cidade), e dar a sensação de um corpo luminoso, embora muito ténue.
Só uma observação repentina e em condições muito adversas, poderá induzir o observador em erro.

- Reflexos luminosos em postes, placas, cabos etc.


- Focos e outras projecções de luz dirigida, cuja origem se desconheça ou não seja visível.


- Raios laser (discotecas, espectáculos exteriores etc.), cuja origem não seja ..visível.


- Fogos de artifício, quando observados demasiado longe da origem.

- Nuvens compactas de formas bizarras.

Um fenómeno muito raro, mas possível.
Embora apresentem formas discóidais e compactas, parecendo gigantescos “discos voadores”, não se lhes deverá atribuir nenhuma estranheza.
Só merecerá a atenção devida, se o seu deslocamento se efectuar no sentido contrário ao do vento ou se a sua deslocação for notoriamente diferente das demais nuvens.
Se essa nuvem estiver solitária, proceder de igual modo, mas com atenção redobrada.
Se possível tomar uma foto do evento

- Para-quedistas, sobretudo a grandes distâncias ou com má visibilidade.
Só possível confundir em condições de observação muito particulares. Longa distância, obstáculos em  interposição, observação fugaz.

- Sinais luminosos de embarcações (very-ligths).
Os sinais luminosos, porventura efectuados de embarcações em perigo, não são vulgares.
Mesmo assim, só observadores que se encontrem na costa marítima, os poderão detectar.
Os “very ligths”, como são designados, são pequenos cartuchos de foguete, disparados por uma pistola própria, ou mais recentemente, dispondo de um dispositivo de disparo anexo.
Comportam-se como fogo de artifício. Sobem no céu, deixando um pequeno rasto, incendeiam-se, produzindo uma forte luminosidade, que poderá ser de cor branco, vermelho, verde e pouco mais. Caiem lentamente até se consumirem. São facilmente detectáveis.

- Fogos fatuos ou de santelmo (dificilmente confundíveis).
O fogo fátuo é um fenómeno proveniente da inflamação do fosforeto de hidrogénio que se liberta dos corpos orgânicos em decomposição, em forma de gás luminoso, muito comum em cemitérios e em pântanos ou charcos de águas paradas.
O fogo-de-santelmo, é uma chama azulada que, especialmente durante as tempestades, aparece nas extremidades dos mastros das embarcações ou em outros objectos semelhantes, por efeito da electricidade.
Sendo fenómenos luminosos distintos, ambos se circunscrevem a zonas muito restritas ou limitadas. Os primeiros, rente ao solo e os segundos nas extremidades dos objectos referenciados.

-
Artefactos aéreos experimentais (raros no nosso País).
Existem modelos experimentais quer militares quer civis, de  diversas envergaduras. A grande maioria destes aparelhos destina-se à utilização militar. A sua forma poderá ser mais ou menos estranha, mas terá sempre que obedecer às leis da sustentação. Existem aparelhos de pequena envergadura, normalmente telecomandados. Os fins a que se destinam estes objectos voadores são os mais diversos, desde a exploração científica, a espionagem e a missão militar. Regra geral, não são observados no território nacional.
Os telecomandados têm uma envergadura pequena, são geralmente hélios, cujo raio de acção não excede os 20km e cuja altitude de voo não ultrapassa os 3.000 metros.

exemplo de um "ovni"  bem terreno

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CONCLUINDO

A
Identificação dos numerosos fenómenos naturais e outros 
só poderá levantar dúvidas em situações de observação difícil ou desfavorável.
A pouca atenção ou, simplesmente, a falta de uma elementar informação,
só originam um fenómeno chamado "EQUÍVOCO".

NÃO
procuremos "Ovnis" onde eles não estão.
Este tipo de fenómeno é extremamente raro e exige,
uma paciência astronómica a quem o procura.
Quando surge, normalmente, o seu peculiar comportamento" inteligente"
marca bem a diferença em relação a qualquer outro evento de origem terrena.

NÃO
descartamos, porém, a possibilidade de ocorrências
onde o incrível e o maravilhoso possam acontecer


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