Os "Crop Circle" 
A "insustentável beleza" de mais um enigma...

Há dias, o Canal 2 da RTP, surpreendeu-nos com uma notícia apoiada em imagens que iam passando pelo ecrã, mostrando uma grande seara inglesa localizada no cimo dum planalto contendo centenas de círculos formando um imenso e bem recortado desenho em forma de espiral. 
Começamos a ouvir falar destes curiosos círculos a partir de 1991. Até hoje, já foram referenciados mais de dois milhares de desenhos desta natureza quase todos aparecidos em searas inglesas e canadenses. Alguns fazem lembrar símbolos cabalísticos, e outros são identificáveis com formas conhecidas - um rosto humano, o esquema de um sistema solar com seus planetas e suas órbitas, etc. Também vale a pena referir que nalguns casos as figuras fazem lembrar os conhecidos desenhos
"fractais" gerados por computador e que utilizam uma lei matemática associada às formas que existem na Natureza. 
Alguns casos foram associados a iniciativas bem humanas - tentativas primárias de promoção turística ou simples brincadeira de mau gosto, pelo menos, na perspectiva dos lavradores lesados. Talvez, por isso mesmo, os "círculos nas searas" não mereceram, até hoje, grande destaque dos media. Mesmo aqueles que dedicam atenção ao chamado mistério dos Ovnis, pelo menos no nosso país, não se sentiam muito atraídos por mais este fenómeno.  As estranhas luzes e outros fenómenos correlacionados, que por vezes ocorrem, já davam trabalho suficiente.
Agora, os "círculos" surgem, novamente, de forma mais incisiva como que gritando - Estamos aqui! Desenhar, durante uma madrugada, sem ninguém dar conta, 420 círculos (alguns deles com um diâmetro de cerca de 21 metros) numa seara em Wiltshire, na Inglaterra, formando uma enorme e perfeita espiral, não será, de todo, humanamente impossível, mas exigirá, seguramente, uma sofisticada e quase inconcebível, tecnologia.  
Poderíamos esboçar um guião para um filme de ficção científica imaginando um grupo de jovens "hackers", super dotados, quer em inteligência quer em meios, sobrevoando, silenciosamente, de balão, uma seara inglesa, a coberto do negrume da madrugada. transportando um aparelho capaz de emitir, em pequenas fracções de tempo, focos de energia controlada, comandados a partir de um computador. Essas emissões provocariam uma espécie de calcadela térmica na zona de contacto com a seara e o varrimento da sua superfície geraria, informaticamente, os desenhos. De facto, nas fotos obtidas na Internet, é possível observar uma sucessão contínua de marcas que se assemelham aos nossos conhecidos "pixéis" usados nas imagens digitais. 
A tratar-se de um produto humano, teremos de admitir que a sofisticação dos meios tecnológicos exigidos são manifestamente exagerados para uma brincadeira. Julgamos, também, que a "promoção turística" não será razão suficiente. Outros objectivos, muito mais latos, teriam de ser visados. Teríamos de admitir, por exemplo, que, por detrás destas manifestações, se esconderiam intenções que levariam os seus autores a preferirem o anonimato e o "efeito mistério"... Que motivações imaginar? Criação de um mito para um futuro aproveitamento ideológico ou místico? Tudo é possível neste nosso mundo terrestre, bem contraditório. Esta hipótese, apesar de não ser de todo impossível, não descarta a possibilidade de existirem outras explicações.
A investigadora, Linda Moulton Howe, (ligada ao programa de pesquisa extraterrestre SETI), falando sobre esses enigmáticos desenhos, num recente programa televisivo, referiu um estranho "Crop Circle "que apareceu, recentemente, em
Chilbolton, Inglaterra. Apresentava uma figura semelhante à imagem digital enviada em 1975 para o espaço, pelo Rádio Telescópio de Arecibo no Chile. Segundo ela, a semelhança entre as duas figuras poderá ser uma curiosa resposta à transmissão enviada por esse radiotelescópio e fez o seguinte comentário:
"- Estamos tratando de receber um sinal extraterrestre através do programa SETI e o que "eles" nos mandam é uma marca num pasto? É isto uma resposta inteligente à transmissão que lhes enviamos em 1975?"
Colocamos, finalmente, a seguinte questão:
- Será que "eles", os presumíveis extraterrestres, se estão a rir pelo facto de os procurarmos tão longe e, afinal, estarem, talvez, há séculos, tão perto? 
Quem souber...!

(A. Durval - membro da Pufoi)

informação visual sobre  os
 "CROP CIRCLE"

 

Wiltshire
30 de Junho de 2006