contacto 1/2002          Sexta-feira, 13 de Novembro de 2002

 

Um caso muito curioso revelado numa visita ao nosso Site (pseudónimo "HULA")

"HULA"  - Leiria

Boa Tarde!

Gostaria de colocar aqui o meu testemunho que já algum tempo se encontra reservado, pois estes temas são sempre motivo de chacota...
Por isso aqui vai, se este for realmente um site sério, que parece...
Os acontecimentos que vou relatar aconteceram há muito, mas estão bem patentes na minha memória...
Quando eu tinha por volta de 7/8 anos vivia numa aldeia perto de Leiria (hoje tenho 28 anos) e uma noite acordei da cama sem motivo aparente, vesti-me e desci as escadas da minha casa para o pátio
da Igreja  que existia à frente da casa onde morava... e. eis que avisto um objecto relativamente grande, que pairava sobre o chão, emitindo um ruído que parecia o de um comboio ao longe...muito leve e subtil... o objecto que parecia rectangular possuía muitas luzes (brancas e amarelas sobretudo) as, quais pareciam como que faróis de carros apontados para nós de lado...Assustada e, depois de ter ficado uns instantes a olhar para aquele objecto, fugi de novo para casa, mas não sem antes voltar as costas, avistando o objecto, que antes ficara ali imóvel, a sobrevoar a igreja...
Algum tempo depois, a minha
família mudou-se para Leiria...Sinceramente nunca mais me tinha vindo à ideia o que acontecera na minha infância...
Um dia fui com uma amiga esperar um colega a casa, para irmos para a escola, como era habitual...tinha por volta dos 11/12 anos...eram sete/sete e meia da manhã e entretanto a minha amiga gritou: "Olha ali! Olha para aquilo!" O que vi foi um objecto cinzento metálico, com a forma de um prato ao contrário e, com uma lista preta à sua volta (na parte delgada do "prato"). O objecto voava lentamente e foi-se afastando até chegar perto de uma árvore, onde começou a desvanecer e desapareceu...A minha amiga não percebia o que se tinha passado, nem eu...ela, como era espiritista de religião atribuiu isso a espíritos...eu, como já tinha visto outras coisas relembrei-me do passado... Entretanto comecei a andar à alerta... a tomar atenção a tudo... Nesse mês, ainda, eu e a minha irmã fomos à piscina municipal de Leiria, que na altura não tinha cobertura, fazer natação, pois na altura pertencíamos a um clube...quando íamos por um caminho que fica perto do castelo de Leiria e, dá para a piscina municipal, avistamos uma caixa enorme branca...a qual estava perto das ameias do castelo... fomos para a piscina e, para mim, aquela caixa não me deixava de intrigar... da piscina avistava-se perfeitamente e, eu nunca mergulhei...a dada altura vi a caixa ficar florescente e mais florescente até desaparecer por completo...gritei à minha irmã contando o sucedido... ela também já não avistava caixa nenhuma...no regresso voltamos pelo mesmo caminho...mas já não havia caixa... Espero que estes testemunhos vos possam ajudar...

Para mim foram sempre um mistério...

Hula

   Resposta da Pufoi    

Naturalmente que irei dar conhecimento do seu testemunho a todos os restantes membros da Pufoi e em breve teceremos os nossos comentários à sua experiência. Seria interessante a possibilidade de nos fornecer alguns dados como por exemplo as datas (mesmo que aproximadas) dessas experiências de tipo ovnilógico e outros pormenores que se recorde eventualmente associados (por exemplo a nível dos sonhos)

Muito grato pelo seu relato subscrevo-me com cordiais saudações

António Durval

2º  mail de "HULA"

Boa noite Sr. António Durval,

agradeço o seu interesse e o da PUFOI pelo meu testemunho. Em relação às datas dos primeiros factos (quando tinha por volta de 7/8 anos de idade) aconteceram por volta de 1980/81 e no caso dos factos seguintes as datas correspondentes serão entre 1984/85. Estas datas são aproximadas, mas poderei confirma-las se as confrontar com os testemunhos de pais e amigos, a quem na altura contei os acontecimentos. Quanto a sonhos e, por mais estranho que pareça, nunca consegui sonhar com tal coisa...em relação a outros pormenores possuo algumas informações adicionais que não sei se serão relevantes... quando me referi que esperava um colega com uma amiga para irmos para a escola (liceu) e, avistamos um objecto cinzento, metalizado em forma de prato ao contrário, que se desvaneceu por detrás de uma árvore ao fundo da quinta que ficava perto do nosso bairro, uns dias depois eu e, essa colega fomos ao suposto local onde o objecto se desvaneceu e o chão possuía um circulo queimado no solo...mas eu sempre suspeitei daquele circulo, apesar do que tinha visto, porque poderia ter sido qualquer coisa penso eu...o circulo, no entanto, parecia ser bastante perfeito e, não era muito grande...posso também afirmar que voltei aos locais onde estes factos aconteceram muitas vezes depois, mesmo ao local onde vivi em criança e, onde se passaram os primeiros acontecimentos, denominado de Areias e, que fica perto de Leiria (para onde a nossa família foi viver anos depois...). Areias é uma aldeia pequena e isolada...anos depois regressei com curiosidade de reviver o pequeno largo/praça da igreja da aldeia onde apareceu o primeiro objecto estranho que pairava sobre o solo...e as memórias voltaram vivas e, confirmam-se sempre... Gostava ainda de afirmar que não professo qualquer religião, considero-me bastante racionalista e com mente "cientifica" em relação a todos os factos da minha vida e, por causa destas mesmas qualidades nunca aceitei quaisquer outras explicações para estes factos a não ser aquelas fundamentadas nos princípios referidos, pelo que tem sido bastante frustrante encontrar respostas validas para o que pude testemunhar, apesar de querer eu mesma acreditar que tudo se resuma a
"OVNIS", que de resto me parece a explicação mais fiável.

Com os melhores cumprimentos

Hula

       Resposta da Pufoi     

Prezada Amiga “Hula”

 

Começo por pedir desculpa por ter demorado a transmitir a opinião da “Pufoi” acerca do seu interessante relato. À partida os elementos da Pufoi já contactados (há um elemento que ainda não foi possível contactar) são unânimes em reconhecer no seu relato um grande interesse. Acreditamos, sinceramente, no seu testemunho que tem a particularidade de situar uma ocorrência marcadamente de tipo “ovnilógico” numa zona geográfica há muito referenciada como sendo de grande incidência. Temos o exemplo do caso de “Fátima” que também sempre nos interessou face às suas características peculiares e desconhecidas do grande público. Mas existem nessa zona outros casos.

No caso concreto relatado por si gostaríamos, sem dúvida, de aprofundar o estudo dessa sua experiência. Á partida deparamos com uma evidente dificuldade, ou seja o distanciamento temporal. Não colocamos, obviamente,  em causa a sua  memória, mas para podermos elaborar um estudo consentâneo seria extremamente útil a possibilidade de contactarmos outras possíveis testemunhas (e pelos vistos também existem) e até irmos ao local, ou locais onde tais observações ocorreram. A marca circular que referiu é também muito importante. Gostaríamos de observar esse local, mesmo sabendo que tais marcas há muito que desapareceram.

Resumindo posso desde já afirmar que o caso interessa-nos e que, se não vir inconveniente, gostaríamos de inserir o seu relato no nosso site na rubrica “JÁ VIU ALGO ?” . Acrescentarei que, também, gostaríamos de colocar à sua consideração a possibilidade de uma delegação nossa se deslocar a Leiria (ou outro local próximo que possa indicar) para podermos, directamente, reunir mais elementos  acerca da sua experiência. Em princípio poderíamos deslocar-nos aí no próximo ano em data a combinar.

Aguardando a sua resposta às questões aqui colocadas apresento em nome pessoal e em nome da Pufoi  os nossos agradecimentos e cordiais saudações.

A. Durval

 

3 º  mail de "HULA"

 Viva Sr. António Durval,

peço desde já desculpas por não ter respondido ao seu e-mail... na verdade retirei alguns dias para pensar bem no assunto. Aqui vão as minhas conclusões: -
Se quiser publicar a história no seu site pode fazê-lo... tem a minha autorização. Quanto a fornecer-lhe o meu contacto telefónico ou a ir aos locais para tirar fotografias eu preferia não o fazer, pois gostaria de manter a minha privacidade...na verdade já tentei contar estes testemunhos a outras pessoas, como já referi antes e, o resultado foi catastrófico para mim... como deve compreender não quero passar por tudo novamente fornecendo a minha identidade numa história documentada numa página de Internet...tenho, todavia, o maior respeito pelo vosso trabalho. No fundo, queria só fazer uma experiência e, saber, até que ponto existem outros que levam o assunto mais a sério e, fico feliz por saber que sim. Também acho e, com isto não quero retirar esperança a ninguém, que devíamos ficar atentos a estes fenómenos mas, não devemos deixar de ter em conta que, é mais que óbvio que temos sido observados por outros seres inteligentes que, se quisessem já se teriam apresentado antes à humanidade...

Com os melhores cumprimentos,

Hula

   Comentário final  da Pufoi    

  Apesar deste testemunho se reportar a uma experiência vivida há mais de 20 anos achamos que o mesmo se reveste de grande interesse. Poder-se-ia dizer que acontecimentos passados há tanto tempo tendem a esbater-se na memória de quem os testemunha. No entanto também é certo que tudo aquilo que sai profundamente da rotina do dia a dia, e entra pelo campo do insólito, como foi o caso desta experiência, fica marcado na nossa memória com uma intensidade tal que jamais se esquece.
  Temos a referir que a circunstância destes acontecimentos terem ocorrido numa zona do país onde é patente uma incidência significativa de fenómenos desta natureza, também contribui para reforçar o crédito deste testemunho.
  Por outro lado e curiosamente, o facto da testemunha se refugiar no anonimato de um pseudónimo tanto pode originar alguma perda no sentido de não podermos  procedermos a estudos no terreno, como também pode reforçar a credibilidade deste relato - compreendemos o seu receio de cair no ridículo como aliás é corrente em certos meios rurais onde esta fenomenologia é tabu. De qualquer modo através do contacto via email tentaremos obter mais alguns elementos acerca deste caso.

Pela Pufoi

António Durval